terça-feira, 18 de setembro de 2007

Amanhã

Sei lá o que quero da vida
Olho para o além
E nada quero esperar
Nem nada para virar

Espero o acontecer
O amanhecer, algo trazer
Sem jamais ver
O que no futuro, há de haver

O presente, nada me traz
Aliás, é obscuro, mais que o futuro
O passado, muita coisa traz,
Mas prefiro deixar no escuro

O futuro é muito distante
È sonhar e desejar
Tudo que quiser e desejar
Desde nadar no mar a voar no ar

Assim espero o futuro
Tendo não esperar
Quero somente, esperar
O raiar do amanhecer

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Uma recordação


   Descreverei aqui um momento de pensar. E pensar, sempre traz más recordações, quando não temos no que pensar agradáveis momentos.

  Era bela, muito bela. Quando a vi logo senti, tudo aquilo que jamais senti. Muito além do sentir que da outra vez senti. Ia muito além. Sentimento verdadeiro. Talvez até platônico. Triste e incansável.

   Assim era meu amar, que confundia com admirar. Aquele olhar, que não deixa a enganar. Mas que assim estava. Como é complicado amar. Olhar o nada, e já pensar. Em tudo aquilo que estava a passar. Gravava tudo que pudesse me levar as mais distantes ilusões.

   Os dias passam, e as pessoas pensam. Pensam como nunca. Por que estavam a amar. Momentos importantes, relevantes. Aquele amor que não era amor era ilusão misturada com admiração, mas que naquele instante era amor e jamais deixará de ser amor. Por que lembrar é reviver, sentir o sentimento que passou, e jamais passará enquanto puder lembrar.

domingo, 2 de setembro de 2007

Amores imperfeitos

Um dia, estarei a amar
Como hoje estou a amar
Mas que não é amar

Olho no olhar, diante do mar
E direi que estou a amar

Um amar diferente do amar
Mas que não deixa de ser amar
Amar é necessidade, devemos amar
Achar, um motivo, um mar
Para poder dizer: “Estou a amar”

Como é estranho amar
Achar, e nem estar a amar
Olhar e pensar em amar
Amo o nada, assim como o amar
Que ama tudo, menos o amar