Cortinas azuis,
Fizeram parte do passado
Às olhava e esperava
A garota amada
Era adolescente
Só sabia admirar
Aquelas cortinas azuis
Daquela janela vazia
E dizia: “Estou a amar”
Cansado de admirar
Comecei a me exilar
E por fim, me chatear
Entristecer...
Desejar morrer...
Hoje as cortinas não são tão azuis
Os dias não têm mais tanta cor
As noites são mais vazias
Os sonhos menos freqüentes
Será isso “amadurecer”?
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